Sobre Conhecimento e Ensino

por Por Gibran Khalil Gibran

E um homem disse: “Fala-nos do conhecimento de si próprio.”

E ele respondeu, dizendo:

“Vosso coração conhece em silêncio os segredos dos dias e das noites;

Mas vossos ouvidos anseiam por ouvir o que vosso coração sabe.

Desejais conhecer em palavras aquilo que sempre conhecestes em pensamento.

Quereis tocar com os dedos o corpo nu de vossos sonhos. E é bom que o desejeis.

A nascente secreta de vossa alma precisa brotar e correr, murmurando para o mar;

E o tesouro de vossas profundezas ilimitadas precisa revelar-se a vossos olhos.

Mas não useis balanças para pesar vossos tesouros desconhecidos;

E não procureis explorar as profundidades de vosso conhecimento com uma vara ou uma sonda,

Porque o Eu é um mar sem limites e sem medidas.

Não digais: ‘encontrei a verdade.’ Dizei de preferência ‘Encontrei uma verdade.’

Não digais: ‘Encontrei o caminho da alma.’ Dizei de preferência: ‘Encontrei a alma andando em meu caminho.’

Porque a alma anda por todos os caminhos.

A alma não marcha em linha reta nem cresce como um junco.

A alma desabrocha, qual um lótus de inúmeras pétalas.”

Então, um professor disse: “Fala-nos do ensino.”

E ele respondeu, dizendo:

“Homem algum poderá revelar-vos senão o que já está meio adormecido na aurora do vosso entendimento.

O mestre que caminha à sombra do templo, rodeado de discípulos, não dá de sua sabedoria, mas sim de sua fé e de sua ternura.

Se ele for verdadeiramente sábio, não vos convidará a entrar na mansão de seu saber, mas vos conduzirá antes ao limiar de vossa própria mente.

O astrônomo poderá falar-vos de sua compreensão do espaço, mas não vos poderá dar a sua compreensão.

O músico poderá cantar para vós o ritmo que existe em todo o universo, mas não vos poderá dar o ouvido que capta a melodia, nem a voz que a repete.

E o versado na ciência dos números poderá falar-vos do mundo dos pesos e das medidas, mas não vos poderá levar até lá.

Porque a visão de um homem não empresta suas asas a outro homem.

E assim como cada um de vós se mantém isolado na consciência de Deus, assim cada um deve ter sua própria compreensão de Deus e sua própria interpretação das coisas da terra.”

fonte:(livro “O profeta”)

Realidade ou Ficção?

Se a vida é ilusão para o hinduísmo, para o budismo, e desta forma os mestres herméticos o afirmam, o que será então a realidade? E, igualmente, o que será esta ficção? Se o homem é estrangeiro nesta terra, e como tal vive ao começar um trabalho interno alheio aos outros, qual é o critério de “verdade” ou “mentira”? Que soleira sutil se transpassa entre uma forma de ver e a outra? Pois, embora o que se considere mais estranho no homem contemporâneo (do qual somos ainda parte) é sua maneira de se aferrar e se identificar com as coisas, aqueles que se permitem esta atitude interna ou extraterrestre são considerados igualmente estranhos para o meio. Ao se abrir uma porta e dar um passo à frente, as coisas estarão banhadas de uma outra luz e de um outro conteúdo. Se fecharmos essa porta e dermos um passo para trás, essas mesmas coisas aparecerão familiares em seu nível rasante e cotidiano. Realidade ou ficção? Mais >

Dica do SatA

Segue um relato/dica do SatA:

Faz pouco tempo que tenho me ligado em “viradas de ano”.
Para mim, esta, como outras, era apenas mais uma data, mais um dia.
Tinha um pensamento que, não é porque um bando de idiotas resolveu que essa data era “virada” de alguma coisa que deveria necessariamente ser.

Meu pensamento mudou quando, por pura diversão, resolvi fazer uma macumba no sítio do meu pai na virada de 2001 pra 2002.
O ano tinha sido “trevas” para mim e para o mundo com a personificação da lâmina “Tower”.
Todas as tretas erradas que rolaram comigo naquele período, me estimularam a fazer uma macumba de limpeza, um troço parecido com o “descarrego” dos umbandistas e da IURD.
O resultado foi um dos melhores anos da minha vida em 2002.

A partir daí comecei a dar uma atenção maior a “datas” e a esta em especial, a “virada do ano”.

Este será um ano complicado. É o ano do Tigre, o ano de Vênus dois “nervozinhos”. Há ainda a questão do 3 que é outro ponto de ruptura, de passagem. Um ano pra se tomar cuidado, se é que me entendem.

Por outro lado, há duas questões que me chamaram atenção. É o ano das fadas e o acontecimento deste dia 31 é bem interessante: A Lua Azul.

Lua Azul é a segunda lua cheia do mês. Não é tão incomum sua ocorrência, porém, a sua última aparição em uma virada do ano, ocorreu ha 19 anos atrás. O que a torna especial por este aspecto. Lua Azul na virada do ano, só de 19 em 19 anos.

Por este motivo, creio que seja um acontecimento especial para quem gosta de usar este momento pra fazer algum ritual. A lua azul renova forças e é um boa oportunidade para afinar com a egrégora dos “regentes” do ano. Especialmente as fadas e Vênus.

Sei que há pessoas que estão pouco se fudendo pra isso.
Não escrevo para elas. Meu objetivo é falar com aqueles que testaram algo, como eu, e deu certo. Pra estas pessoas só um toque:
Bora fazer uma macumba especial pra lua e entrar 2010 com o pé direito!

O que posso adiantar Mais >

O pistoleiro e o homem de preto

— Agora me escute, Roland, filho de Steven. Vai me ouvir?
— Vou.
E então o homem de preto começou a falar.

O universo (disse ele) é o Grande Todo e oferece um paradoxo grande demais para ser apreendido pela mente finita. Assim como o cérebro vivo não pode conceber um cérebro não-vivo — embora possa achar que pode —, a mente finita não pode apreender o infinito.
O feto prosaico da existência do universo já desacredita, por si mesmo, o pragmático e o romântico. Houve uma época, cem gerações antes de o mundo seguir adiante, em que a humanidade atingira perícia científica e técnica suficiente para tirar algumas lascas do grande pilar de pedra da realidade. Mesmo assim, a falsa luz da ciência (o conhecimento, se você preferir) só brilhou em alguns países desenvolvidos. Nesse respeito, uma companhia (ou conluio mafioso) abria o caminho: a North Central Positronics, como ela se autodenominava. Contudo, apesar de um tremendo incremento de novos conhecimentos, as novas percepções foram notavelmente reduzidas.
— Pistoleiro, nossos muitas vezes tetravôs venceram a-doença-que-rói, que chamavam de câncer, quase venceram o envelhecimento, andaram na Lua…
— Não acredito — disse secamente o pistoleiro, O homem de preto apenas sorriu e respondeu:
— Não precisa acreditar. Mas aconteceu, li foram feitos ou descobertos dezenas de engenhos incríveis. Mas a riqueza de informação produzia pouco ou nenhum discernimento. Não se escreveram grandes odes sobre as maravilhas da inseminação artificial… ter bebes a partir do esperma congelado… ou sobre os carros que andavam graças à força que tiravam do sol. Pouca gente, se é que alguém o fez, parece ter compreendido o mais autêntico princípio da realidade: novo conhecimento conduz sempre a mistérios ainda mais espantosos. Maior conhecimento fisiológico do cérebro torna a existência da alma menos possível, ainda que mais provável pela própria natureza da pesquisa. Está entendendo? Claro que não. Você atingiu os limites de sua capacidade de compreender. Mas não faz mal… não é isso que nos interessa.
— O que é, então, que nos interessa? Mais >

Crônicas de Nárnia, a explicação de Aslan

– Ó  reais guerreiros,  e  também vós, gentis  senhoras,  cuja  beleza  ilumina  o  universo!  –  começou o calormano. – Sabei que sou Emeth, o  sétimo  filho  de  Harpha  Tarcaã,  da  cidade  de  Tashbaan,  situada  no Ocidente,  além  do  deserto.  Cheguei a Nárnia recentemente, junto com nove e  mais  outros  vinte  calormanos,  comandados  por  Rishda Tarcaã. Assim que  soube que deveríamos  marchar contra Nárnia, enchi-me de regozijo, pois  já ouvira falar muitas coisas sobre a vossa  terra e  grande  era  o  meu  desejo  de  encontrar-vos  em  batalha. Mas  quando  descobri  que  deveríamos  ir  disfarçados  de  mercadores  (o  que  é  um  vergonhoso  traje  para  um  guerreiro  e  filho  de  tarcaã)  e  agir  usando mentiras  e  artifícios,  então  todo  o  gozo  me  abandonou.  O  pior  foi  quando  descobri que estaríamos a serviço de um macaco.   E  quando  começaram  a  dizer  que Tash  e Aslam  eram  um  só,  então  o  mundo  se  escureceu  aos  meus olhos, pois desde criança eu servira a Tash,  e meu grande desejo era  saber mais  sobre ele,  se  possível  encontrá-lo  face  a  face.  O  nome  de  Aslam, porém, era detestável aos meus ouvidos.

–  Então,  como  vistes,  noite  após  noite  éramos  todos convocados a reunir-nos do  lado de  fora  daquela  cabana  de  palha,  e  acendia-se  a  fogueira, e o macaco  tirava da  cabana uma  coisa  de  quatro  pernas  que  eu  nunca  conseguia  ver  direito.  Aí  todos,  inclusive  os  animais,  inclinavam-se  e  prestavam  homenagem  àquilo.  Eu,  porém,  pensava:  “O  tarcaã  está  sendo  ludibriado pelo macaco, pois aquela coisa que sai  do  estábulo  não  é  Tash  nem  deus  algum.” Mas  quando,  certa  vez,  olhei  para  o  rosto  do  tarcaã,  prestando atenção a cada palavra que ele dizia ao  macaco, mudei  de  idéia,  pois  percebi  claramente  que  nem  ele  próprio  acreditava  em  tudo  aquilo.  Foi então que compreendi que ele não acreditava  em  Tash,  pois,  do  contrário,  como  ousaria  escarnecer dele? Mais >

Isaac Asimov – A Última Pergunta

ReachForTheStarsA última pergunta foi feita pela primeira vez, meio que de brincadeira, no dia 21 de maio de 2061, quando a humanidade dava seus primeiros passos em direção à luz. A questão nasceu como resultado de uma aposta de cinco dólares movida a álcool, e aconteceu da seguinte forma…

Alexander Adell e Bertram Lupov eram dois dos fiéis assistentes de Multivac. Eles conheciam melhor do que qualquer outro ser humano o que se passava por trás das milhas e milhas da carcaça luminosa, fria e ruidosa daquele gigantesco computador. Ainda assim, os dois homens tinham apenas uma vaga noção do plano geral de circuitos que há muito haviam crescido além do ponto em que um humano solitário poderia sequer tentar entender.

Multivac ajustava-se e corrigia-se sozinho. E assim tinha de ser, pois nenhum ser humano poderia fazê-lo com velocidade suficiente, e tampouco da forma adequada. Deste modo, Adell e Lupov operavam o gigante apenas sutil e superficialmente, mas, ainda assim, tão bem quanto era humanamente possível. Eles o alimentavam com novos dados, ajustavam as perguntas de acordo com as necessidades do sistema e traduziam as respostas que lhes eram fornecidas. Os dois, assim como seus colegas, certamente tinham todo o direito de compartilhar da glória que era Multivac.

Por décadas, Multivac ajudou a projetar as naves e enredar as trajetórias que permitiram ao homem chegar à Lua, Marte e Vênus, mas para além destes planetas, os parcos recursos da Terra não foram capazes de sustentar a exploração. Fazia-se necessária uma quantidade de energia grande demais para as longas viagens. A Terra explorava suas reservas de carvão e urânio com eficiência crescente, mas havia um limite para a quantidade de ambos.

No entanto, lentamente Multivac acumulou conhecimento suficiente para responder questões mais profundas com maior fundamentação, e em 14 de maio de 2061, o que não passava de teoria tornou-se real.

A energia do sol foi capturada, convertida e utilizada diretamente em escala planetária. Toda a Terra paralisou suas usinas de carvão e fissões de urânio, girando a alavanca que conectou o planeta inteiro a uma pequena estação, de uma milha de diâmetro, orbitando a Terra à metade da distância da Lua. O mundo passou a correr através de feixes invisíveis de energia solar.

Sete dias não foram o suficiente para diminuir a glória do feito e Adell e Lupov finalmente conseguiram escapar das funções públicas e encontrar-se em segredo onde ninguém pensaria em procurá-los, nas câmaras desertas subterrâneas onde se encontravam as porções do esplendoroso corpo enterrado de Multivac. Subutilizado, descansando e processando informações com estalos preguiçosos, Multivac também havia recebido férias, e os dois apreciavam isso. A princípio, eles não tinham a intenção de incomodá-lo.

Haviam trazido uma garrafa consigo e a única preocupação de ambos era relaxar na companhia do outro e da bebida.

“É incrível quando você pára pra pensar…,” disse Adell. Seu rosto largo guardava as linhas da idade e ele agitava o seu drink vagarosamente, enquanto observava os cubos de gelo nadando desengonçados. “Toda a energia que for necessária, de graça, completamente de graça! Energia suficiente, se nós quiséssemos, para derreter toda a Terra em uma grande gota de ferro líquido, e ainda assim não sentiríamos falta da energia utilizada no processo. Toda a energia que nós poderíamos um dia precisar, para sempre e eternamente.”

Lupov movimentou a cabeça para os lados. Ele costumava fazer isso quando queria contrariar, e agora ele queria, em parte porque havia tido de carregar o gelo e os utensílios. “Eternamente não,” ele disse.

“Ah, diabos, quase eternamente. Até o sol se apagar, Bert.”

“Isso não é eternamente.” Mais >

Oráculos: O Jogo de Heisenberg. Pt. 3

Saudações Joviais Formas de Carbono \o/

Nos últimos dois posts desta pequena série, tratei do assunto dos oráculos e predeterminações de uma maneira teórica, abrindo algumas idéias para reflexão, e espero que meus caríssimos leitores tenham de fato ponderado a esse respeito.

Hoje, porém, gostaria de trazer algumas considerações para o campo prático, propondo a todos uma prática mágica que batizei como: “O Jogo de Heisenberg”.

* Ohhhhhhhhh *

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Oráculos: 06-23-15-34-18-59. Pt. 2

Verde !

No post de hoje continuarei com algumas divagações a respeito da utilização de oráculos, conhecimento do futuro e etc.

Em nosso último encontro – ou quase isso – expliquei minha visão sobre o funcionamento de um oráculo, isto é a capacidade de analisar linhas de probabilidade como resultado de determinada ou determinadas ações.

Todas as pessoas possuem uma capacidade oracular inata: a própria capacidade de planejar e traçar objetivos não deixa de estar dentro dessa questão, apesar de que mesmo pequenos planos como atravessar a rua podem ter conseqüências estranhas…….

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Oráculos: Um futuro não é o seu Destino. Pt. 1

Saudações Spokianas  _\\//

Faz tempo que não posto nada por aqui, e nem posso dizer que foi falta de tempo rs,… tempo me sobrou mas a oportunidade – e a conexão com a internet – já não me era uma comodidade neste último mês. Mas não se preocupem aqui estou para acabar com seus problemas. (hum.. acho que não é bem essa a proposta.. mas enfim, estou aqui. :) ).

O Tema desta noite-tarde-manhã é um assunto que eu particularmente gosto muito, e me sinto ainda um pouco mais inspirado depois de ler a saga de Lúcifer Estrela-Da-Manhã  (Merchan: aconselho a todos procurarem por este título da Vertigo, a história começa pouco depois dos acontecimentos de Sandman estação das brumas): Futuro, Destino, Predeterminações e claro, Oráculos.

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Walpurgis Night

Hails Unsaráim Gudam Ansjus jah Wanus!
Hails Haithnu Thiuda!
Hails Brothyro’s jah Swistar Visigoths!
Hails Vodan!
Hails Lista!
Hails Leitores!

OdinWalpurgisnacht, ou Walpurgis Night, é um festival pagão que comemora o auto-sacrifício de Odin na Yggdrasil, onde ficou enforcado por nove dias e nove noites a fim de obter os segredos das runas e dos nove mundos. Foi na nona noite que ele morreu e ressuscitou, obtendo assim a sabedoria das runas e de todo o Cosmos. Dessa forma, essa noite é comemorada no hemisfério norte em 1 de Maio, e no hemisfério sul, levando-se em conta as correspondências entre as estações do ano, é comemorada entre 31 de outubro e 1 de novembro. É realizada no auge da primavera, anunciando a chegada do verão.
De acordo com a Tradição Nórdica, as runas contém todos os segredos do Universo. São vinte e quatro símbolos de poder que resumem todas as leis que regem os nove mundos. O Deus Odin, visando adquirir esse conhecimento, sacrificou-se na Árvore do Mundo, Yggdrasil. Depois de se ferir mortalmente com a sua própria lança, chamada de Gungnir, ele se enforcou na Árvore do Mundo, ficando pendurado na mesma durante nove dias e nove noites, sem comer e nem beber, agonizando à mercê do vento e do clima frio. Mais >