Dica do SatA

Segue um relato/dica do SatA:

Faz pouco tempo que tenho me ligado em “viradas de ano”.
Para mim, esta, como outras, era apenas mais uma data, mais um dia.
Tinha um pensamento que, não é porque um bando de idiotas resolveu que essa data era “virada” de alguma coisa que deveria necessariamente ser.

Meu pensamento mudou quando, por pura diversão, resolvi fazer uma macumba no sítio do meu pai na virada de 2001 pra 2002.
O ano tinha sido “trevas” para mim e para o mundo com a personificação da lâmina “Tower”.
Todas as tretas erradas que rolaram comigo naquele período, me estimularam a fazer uma macumba de limpeza, um troço parecido com o “descarrego” dos umbandistas e da IURD.
O resultado foi um dos melhores anos da minha vida em 2002.

A partir daí comecei a dar uma atenção maior a “datas” e a esta em especial, a “virada do ano”.

Este será um ano complicado. É o ano do Tigre, o ano de Vênus dois “nervozinhos”. Há ainda a questão do 3 que é outro ponto de ruptura, de passagem. Um ano pra se tomar cuidado, se é que me entendem.

Por outro lado, há duas questões que me chamaram atenção. É o ano das fadas e o acontecimento deste dia 31 é bem interessante: A Lua Azul.

Lua Azul é a segunda lua cheia do mês. Não é tão incomum sua ocorrência, porém, a sua última aparição em uma virada do ano, ocorreu ha 19 anos atrás. O que a torna especial por este aspecto. Lua Azul na virada do ano, só de 19 em 19 anos.

Por este motivo, creio que seja um acontecimento especial para quem gosta de usar este momento pra fazer algum ritual. A lua azul renova forças e é um boa oportunidade para afinar com a egrégora dos “regentes” do ano. Especialmente as fadas e Vênus.

Sei que há pessoas que estão pouco se fudendo pra isso.
Não escrevo para elas. Meu objetivo é falar com aqueles que testaram algo, como eu, e deu certo. Pra estas pessoas só um toque:
Bora fazer uma macumba especial pra lua e entrar 2010 com o pé direito!

O que posso adiantar Continue lendo “Dica do SatA”

O pistoleiro e o homem de preto

— Agora me escute, Roland, filho de Steven. Vai me ouvir?
— Vou.
E então o homem de preto começou a falar.

O universo (disse ele) é o Grande Todo e oferece um paradoxo grande demais para ser apreendido pela mente finita. Assim como o cérebro vivo não pode conceber um cérebro não-vivo — embora possa achar que pode —, a mente finita não pode apreender o infinito.
O feto prosaico da existência do universo já desacredita, por si mesmo, o pragmático e o romântico. Houve uma época, cem gerações antes de o mundo seguir adiante, em que a humanidade atingira perícia científica e técnica suficiente para tirar algumas lascas do grande pilar de pedra da realidade. Mesmo assim, a falsa luz da ciência (o conhecimento, se você preferir) só brilhou em alguns países desenvolvidos. Nesse respeito, uma companhia (ou conluio mafioso) abria o caminho: a North Central Positronics, como ela se autodenominava. Contudo, apesar de um tremendo incremento de novos conhecimentos, as novas percepções foram notavelmente reduzidas.
— Pistoleiro, nossos muitas vezes tetravôs venceram a-doença-que-rói, que chamavam de câncer, quase venceram o envelhecimento, andaram na Lua…
— Não acredito — disse secamente o pistoleiro, O homem de preto apenas sorriu e respondeu:
— Não precisa acreditar. Mas aconteceu, li foram feitos ou descobertos dezenas de engenhos incríveis. Mas a riqueza de informação produzia pouco ou nenhum discernimento. Não se escreveram grandes odes sobre as maravilhas da inseminação artificial… ter bebes a partir do esperma congelado… ou sobre os carros que andavam graças à força que tiravam do sol. Pouca gente, se é que alguém o fez, parece ter compreendido o mais autêntico princípio da realidade: novo conhecimento conduz sempre a mistérios ainda mais espantosos. Maior conhecimento fisiológico do cérebro torna a existência da alma menos possível, ainda que mais provável pela própria natureza da pesquisa. Está entendendo? Claro que não. Você atingiu os limites de sua capacidade de compreender. Mas não faz mal… não é isso que nos interessa.
— O que é, então, que nos interessa? Continue lendo “O pistoleiro e o homem de preto”

Crônicas de Nárnia, a explicação de Aslan

– Ó  reais guerreiros,  e  também vós, gentis  senhoras,  cuja  beleza  ilumina  o  universo!  –  começou o calormano. – Sabei que sou Emeth, o  sétimo  filho  de  Harpha  Tarcaã,  da  cidade  de  Tashbaan,  situada  no Ocidente,  além  do  deserto.  Cheguei a Nárnia recentemente, junto com nove e  mais  outros  vinte  calormanos,  comandados  por  Rishda Tarcaã. Assim que  soube que deveríamos  marchar contra Nárnia, enchi-me de regozijo, pois  já ouvira falar muitas coisas sobre a vossa  terra e  grande  era  o  meu  desejo  de  encontrar-vos  em  batalha. Mas  quando  descobri  que  deveríamos  ir  disfarçados  de  mercadores  (o  que  é  um  vergonhoso  traje  para  um  guerreiro  e  filho  de  tarcaã)  e  agir  usando mentiras  e  artifícios,  então  todo  o  gozo  me  abandonou.  O  pior  foi  quando  descobri que estaríamos a serviço de um macaco.   E  quando  começaram  a  dizer  que Tash  e Aslam  eram  um  só,  então  o  mundo  se  escureceu  aos  meus olhos, pois desde criança eu servira a Tash,  e meu grande desejo era  saber mais  sobre ele,  se  possível  encontrá-lo  face  a  face.  O  nome  de  Aslam, porém, era detestável aos meus ouvidos.

–  Então,  como  vistes,  noite  após  noite  éramos  todos convocados a reunir-nos do  lado de  fora  daquela  cabana  de  palha,  e  acendia-se  a  fogueira, e o macaco  tirava da  cabana uma  coisa  de  quatro  pernas  que  eu  nunca  conseguia  ver  direito.  Aí  todos,  inclusive  os  animais,  inclinavam-se  e  prestavam  homenagem  àquilo.  Eu,  porém,  pensava:  “O  tarcaã  está  sendo  ludibriado pelo macaco, pois aquela coisa que sai  do  estábulo  não  é  Tash  nem  deus  algum.” Mas  quando,  certa  vez,  olhei  para  o  rosto  do  tarcaã,  prestando atenção a cada palavra que ele dizia ao  macaco, mudei  de  idéia,  pois  percebi  claramente  que  nem  ele  próprio  acreditava  em  tudo  aquilo.  Foi então que compreendi que ele não acreditava  em  Tash,  pois,  do  contrário,  como  ousaria  escarnecer dele? Continue lendo “Crônicas de Nárnia, a explicação de Aslan”