Uma Introdução a Rituais de Banimento

por Phil Hine

traduzido pelo rev.Beraldo

em 31o dia das Consequências de 3175 YOLD

Se eu ganhasse uma libra por cada pessoa que chegou pra mim e disse,”oh,eu não me importo com rituais de banimento”-e, em seguida, perguntou por que estava tendo problema com a magia- eu provavelmente teria, hm… Bom, dinheiro o bastante pra comer um bom bife num restaurante respeitável de Londres. Um Ritual de Banimento é um dos primeiros exercícios que você deve aprender em magia (na minha opinião, de qualquer forma), e, fazendo isso, você pode se safar de um monte de problemas mais tarde.

“Banir” também é conhecido como “Centrar”, que, em muitos aspectos, é um termo mais preciso para o exercício.

Então, o que é um Ritual de Banimento? Essencialmente, o Banimento possui três objetivos. O primeiro é te “aquecer”, como uma preparação para outro ritual, meditação ou o que quer que seja, para que você coloque de lado os pensamentos da “vida quotidiana” -”o que vai passar na TV mais tarde?”, etc. Ele te permite assumir o papel de “mágico”(vou falar sobre isso depois), e para te colocar no “centro” do seu universo mágico-o axis mundi. Em segundo lugar, o banimento torna o espaço onde você está tralhando “sagrado”, então o loft, quarto, porão ou onde quer que você esteja se torna, temporariamente, um “templo”. Em terceiro lugar, um banimento “limpa” a atmosfera da área na qual você está trabalhando dos “fragmentos psíquicos”-não estou inteiramente feliz com essa descrição, então vou tentar expandir isso melhor depois.

A maioria dos rituais de Banimento possuem três componentes básicos:

  1. Uma seção para focar a sensibilização do BodyMind*.
  2. Uma seção para demarcar as zonas principais, os portões, quadrantes ou dimensões do universo mágico escolhido—no qual você é o centro.
  3. Uma identificação com a fonte de inspiração escolhida —fundindo o macrocosmo(psicocosmo total) com o microcosmo(o self).

Exemplo de Banimento Read more…

Pra executarmos um trabalho de magia cabalística, primeiro se faz necessário compreendermos um pouco mais sobre a Árvore da Vida.

Verificamos que há um diagrama atribuindo as 10 Sephiroth à figura de um homem. Acima da cabeça, formando uma coroa está Kether, que representa o espírito divino, e aos pés está Malkuth. Aos ombros direito e esquerdo são atribuídos Gevurah e Gedulah, Marte e Júpiter, Poder e Majestade. Na configuração cabalística, Kether está em correspondência com a Mônada, a dinâmica e essencial individualidade de um homem, o espírito que procura experiência através da encarnação aqui na terra.

É altamente significativo o fato dessa Sephirah ou potência ser colocada acima da cabeça e não dentro do cérebro ou no centro do coração, pois Kether é a luz do espírito que brilha sempre sobre as trevas abaixo. Esta é uma idéia que tem paralelos também em outros sistemas. Na Teosofia por ex. é dito que a “centelha do Divino ofusca o ser visível, que tem a possibilidade de tornar-se unido àquela centelha, pois que o Espírito superior não está no homem, mas acima dele”.

Todo processo místico e mágico tem por objetivo purificar o homem, de modo que a centelha ou Espírito, que normalmente apenas nos ofusca, possa descer para um veículo purificado e consagrado.

Segundo a tradição esotérica, a execução do Ritual Menor do Pentagrama, ou RMdP,  tem como objetivo, primeiro, invocar os poderes do Espírito/Centelha como fonte constante de vigilância e orientação, promovendo o contato com as forças divinas tranzendo-as para dentro de si. Segundo, proteção e limpeza, pois ao invocar os poderes divinos e trazê-los para sua esfera mágica, esses poderes eliminam todos os tipos de pensamentos obsedantes e perturbadores.

Este ritual deve ser usado sempre, diariamente para centrar -se você chegou aqui via google deveria fazer 2 vezes ao dia, de manhã e de noite… até pegar o jeito…- , Read more…

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  • Fausto Saglauskas Dias: Muito interessante o texto. Me lembrou de Ken Wilber e sua afirmação de que é necessário...
  • mari: quero ir na india e ter conhecimentos espirituais
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