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duende@divagacoes.org

As crenças e seus opostos

O ser humano crê. A realidade vêm sendo descrita de acordo com modelos e sistemas de crenças nos quais o Eu está estabelecido.

Crer significa desconhecer, pois separa-se aquilo que se crê do seu oposto, adotando como verdadeiro tanto um quanto outro. Assim como a luz sobre um objeto cria sua sombra, a crença estabelecida pelo homem cria um oposto complementar. A técnica chamada Anátema busca a união com este oposto complementar de uma crença estabelecida como forma de libertar o praticante dos guilhões da crença original.

Ao fazê-lo, toda a energia contida na crença original será liberada como crença livre.

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Derradeiro IF! Mistureba generalizada de todas as coisas – PARTE 3


—É exatamente disso que eu estou falando.

—Obrigado — disse Arthur, sentando—se novamente. — O quê?

—Engenharia reversa temporal.

Arthur colocou as mãos na cabeça e balançou—a lentamente de um lado para o outro.

—Existe alguma maneira humana — gemeu ele — de te impedir de me explicar o que é essa sei-lá-o-quê reversa temporal de merda?

—Não — respondeu Ford —, porque a sua filha está presa bem no meio dela e isso é sério, mortalmente sério.

Trovões soaram em meio à pausa.

—Está bem — disse Arthur. — Pode explicar.

—Eu me joguei da janela de um arranha-céu. Aquilo alegrou Arthur.

—Ah! — exclamou ele. — Por que você não faz isso de novo?

—Eu fiz.

—Humm — fez Arthur, desapontado. — Obviamente, não deu em nada.

—Da primeira vez, consegui me salvar graças a mais impressionante — e eu digo isso com toda a modéstia — e fantástica combinação de improviso, agilidade, contorcionismo e auto-sacrifício.

—E qual foi o auto-sacrifício?

—Eu me desfiz da metade de um par de sapatos muito queridos e, creio eu, insubstituíveis.

—E por que isso foi um auto-sacrifício?

—Por que eram meus! — respondeu Ford, amuado.

—Acho que temos valores muito diferentes.

—Sim, os meus são melhores.

—Melhores de acordo com a sua… ah, deixa pra lá. Então, tendo conseguido se salvar de maneira muito engenhosa da primeira vez, você usou de toda a sua sensatez e pulou novamente. Por favor não me diga o porquê. Só me conte o que aconteceu, se necessário.

—Caí direto na cabine aberta de um carro a jato que estava passando, cujo piloto havia acabado de apertar acidentalmente o botão de ejetar, quando, na verdade, queria apenas trocar de música no rádio. Ora, nem mesmo eu conseguiria pensar que isso foi uma grande sacação minha.

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Explicando A Engenharia Reversa

Explicando a engenharia reversa

Continuando com a série Douglas Adams explica: magia.

O novo guia introduz o conceito de Engenharia Reversa, puxando um pouco a sardinha pro lado dele:

[…]

O pássaro- Guia não respondeu de imediato. Abriu as asas e, com uma graça sem esforço, ergueu-se no ar e voou para a chuva, que estava enfraquecendo novamente.

Planou em êxtase sobre o céu noturno; luzes piscaram à sua volta e dimensões trepidavam com sua passagem. Mergulhou, girou, subiu novamente, tornou a girar e, finalmente, aquietou—se bem próximo do rosto de Random, batendo as asas lenta e silenciosamente. Continuou a falar com ela.

—Seu universo é vasto para você. Vasto em tempo, vasto em espaço. Isso se deve aos filtros através dos quais você o percebe. Mas eu

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Servidores, Egrégoras E Formas De Deuses

Servidores, Egrégoras e Formas de Deuses

Invocação

Tratemos mais a fundo sobre a belíssima magia octarina, que compreende principalmente a magia do caos – aquele sistema desenvolvido por Peter J. Caroll, Austin Osman Spare e alguns nomes atuais cujas propostas ousadas e inovadoras mostraram-se notáveis.
É difícil escolher um caminho, então por que não construir sua própria estrada, colorindo-a conforme seu digníssimo senso estético? Analisemos em primeiro lugar as dificuldades.
É difícil praticar a magia cinza na vida mundana, pois o ideal seria retirar-se para as florestas, morar numa cabana afastada, com os índios ou qualquer coisa parecida com isso. Digamos que seria um incentivo altamente desejável.
No caso da magia vermelha, o ambiente ideal de meditação seria um mosteiro ou eremitério. Isso também ocorre em relação à via branca que exige um ambiente isolado para purificação. A vida mundana costuma contaminar essas linhas, isso é fato. Afinal, como atingir o equilíbrio perfeito com a natureza (mundo animal, vegetal, mineral) a ponto de fundir-se a ela, abandonar todo tipo de desejos e prazeres ou tornar-se imensamente bom num ambiente tão hostil e tentador? Não estou dizendo que ter prazeres e ter uma vida normal seja “ruim” ou “mau”; é que simplesmente distrai; muito!
Portanto, existem duas linhas da magia que são ideais a vida moderna: magia negra e magia do caos. A magia negra lida com manipulação psicológica, numa espécie de alteração de personalidade auto induzida e trabalha com áreas perigosas e assombrosas. Ainda assim, esse mago vai enfrentar certos problemas de integração social, dificuldade de se relacionar com pessoas (caso não adapte constantemente sua personalidade forte para um convívio social razoável) e sem contar certas quebras de lei e regras morais, devido a sua postura bastante heterodoxa em relação ao bem e ao mal.
Sendo assim, resta ao magista as seguintes opções:
1 – Adaptar-se para seguir uma das três linhas de forma medíocre ou incompleta (verde, vermelha e branca) devido às limitações que a vida diária impõe. Se não fizer isso, resta morar num mosteiro, eremitério, floresta ou cabana no alto de uma montanha, com sua horta particular.
2 – Seguir uma magia negra bem moderada e leve, sem sacrifícios, sem destruições fortes, sem enlouquecimento psicológico. Se não fizer isso, você corre o risco de ser preso ou viver num inferno cercado de inimigos e ódio.
3 – Seguir a magia octarina!
A magia octarina é uma via interessante para o mundo moderno. Um ponto extremamente positivo em relação a essa magia é usar a crença como ferramenta – a famosa oração científica, invocação de personagens de jogos e derivados – pois muitos olham com ceticismo a existência da alma, de Deus ou até mesmo da própria magia! Mas aqui você pode partir do princípio de que nada disso existe, que talvez nem você exista. Ou você mesmo pode criar isso tudo; se tudo existe ou nada existe de verdade não importa! Magia é manipular o aspecto mental, o psicológico. Todas as linhas giram em torno disso. Na magia do caos não é diferente. Basta usar os elementos externos para atingir o estado que os caoístas chamam de gnose – alfa para os wiccanos, samadhi para os budistas, ora, nomes não importam aqui – e fazer as coisas acontecerem.
Duas populares ferramentas na chaos magick são os sigilos e servidores.

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Ensaio- O que é Chaos Magick – Definindo CAOS

Introdução

Chaos, de acordo com o “Dicionario Inglês de Oxford” Significa:

  1. Um imenso vazio, brecha ou abismo.
  2. Uma “forma amorfa vazia” de matéria primordial, o grande profundo ou abismo dos quais o cosmos ou a ordem do universo evoluiu.

Ali estão um amontoado de definições adicionais, mas irrelevantes para essa discussão.

Quando chaos é usado em magick, ali não há lugar para com- fusão ou desordem.

Chaos é o principio criativo por traz de toda a magick. Quando um ritual mágico é executado, independente da “tradição” ou outras variáveis nos elementos da execução, energia é criada com o intuito de fazer algo acontecer. Em seu livro, ‘Sorcery as Virtual Mechanics’, Stephen Mace cita um precedente cientifico para este princípio criativo.

Eu cito:

“Para manter simples, vamos limitar nosso exemplo a somente 2 elétrons, os pontos transportadores de carga negativa. Vamos dizer que são um parte do vento solar–particulas beta, por assim dizer–transmitido a partir do sol numa velocidade de milhares de milhas por segundo. Dizer que esses 2 chegam perto o suficiente ao ponto de fazer suas cargas negativas interagirem entre si, levando-as a repelir uma a outra. Como eles podem realizar essa alteração dinâmica?”

“Segundo a eletrodinamica quântica, eles fazem trocando um photon “virtual”.
Um eletron gera-o, o outro absorve-o, e assim eles repelem-se mutuamente. O photon é “virtual” porque não pode ser visto por um observador externo, sendo totalmente contido na interação. Mas é real o suficiente, e a emissão e absorção de photons virtuais é como a interação eletromagnética funciona.”

“A questão que é relevante para nosso propósito aqui é da onde o photon aparece. Ele não sai de um eletron e aparece no outro, como um pedregulho atirado de uma pedra para outra. Os próprios elétrons são inalterados, exceto no momento da troca. Em vez disso o photon é criado no nada pela tensão da interação. De acordo com a teoria corrente, quando 2 eletróns chegam próximos um do outro suas formas de ondas interagem, ou cancelando um ou reforçando ambas, Formas de onda estão intimamente ligadas a características como a carga elétrica, e nós poderíamos esperar que a carga dos dois elétrons mudassem. Mas a carga dos elétrons não varia; é sempre 1.602 x (-19) coulombs. Entretanto os photons virtuais simplesmente aparecerem do vácuo e agem para reajustar o sistema. O stress gera-os e por sua criação o stress é resolvido”.

Austin Spare entendeu este princípio em relação a fenomenos magickos muito antes dos cientistas descobrirem photons ou iniciar experimentos na área da ciência do chaos.

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Oráculos: O Jogo de Heisenberg. Pt. 3

Saudações Joviais Formas de Carbono \o/

Nos últimos dois posts desta pequena série, tratei do assunto dos oráculos e predeterminações de uma maneira teórica, abrindo algumas idéias para reflexão, e espero que meus caríssimos leitores tenham de fato ponderado a esse respeito.

Hoje, porém, gostaria de trazer algumas considerações para o campo prático, propondo a todos uma prática mágica que batizei como: “O Jogo de Heisenberg”.

* Ohhhhhhhhh *

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A Estrela

 

Saudações Siderais

 

Muito, muito tempo atrás em uma galáxia muito, muito distante, tive um professor que virava para os alunos e dizia: Brilhe! Aconteça!

O Dr. Silas era um velho bem chato – que felizmente a terra já está comendo – mas um ser interessante, entre as suas pérolas estava dizer continuamente: Cada um de vocês tem uma coisa, um supercomputador tão avançando, mas tão avançando que “nem a NASA tem”, e ai ele apontava para a cabeça com aquela cara de “sim estou falando sobre o cérebro de vocês”: Sagaz…

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