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Crônicas de Nárnia, a explicação de Aslan
Éris:45/P-M/3175 YOLD Gregório:03/12/09
– Ó reais guerreiros, e também vós, gentis senhoras, cuja beleza ilumina o universo! – começou o calormano. – Sabei que sou Emeth, o sétimo filho de Harpha Tarcaã, da cidade de Tashbaan, situada no Ocidente, além do deserto. Cheguei a Nárnia recentemente, junto com nove e mais outros vinte calormanos, comandados por Rishda Tarcaã. Assim que soube que deveríamos marchar contra Nárnia, enchi-me de regozijo, pois já ouvira falar muitas coisas sobre a vossa terra e grande era o meu desejo de encontrar-vos em batalha. Mas quando descobri que deveríamos ir disfarçados de mercadores (o que é um vergonhoso traje para um guerreiro e filho de tarcaã) e agir usando mentiras e artifícios, então todo o gozo me abandonou. O pior foi quando descobri que estaríamos a serviço de um macaco. E quando começaram a dizer que Tash e Aslam eram um só, então o mundo se escureceu aos meus olhos, pois desde criança eu servira a Tash, e meu grande desejo era saber mais sobre ele, se possível encontrá-lo face a face. O nome de Aslam, porém, era detestável aos meus ouvidos.
– Então, como vistes, noite após noite éramos todos convocados a reunir-nos do lado de fora daquela cabana de palha, e acendia-se a fogueira, e o macaco tirava da cabana uma coisa de quatro pernas que eu nunca conseguia ver direito. Aí todos, inclusive os animais, inclinavam-se e prestavam homenagem àquilo. Eu, porém, pensava: “O tarcaã está sendo ludibriado pelo macaco, pois aquela coisa que sai do estábulo não é Tash nem deus algum.” Mas quando, certa vez, olhei para o rosto do tarcaã, prestando atenção a cada palavra que ele dizia ao macaco, mudei de idéia, pois percebi claramente que nem ele próprio acreditava em tudo aquilo. Foi então que compreendi que ele não acreditava em Tash, pois, do contrário, como ousaria escarnecer dele? Mais >

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