Derradeiro IF! Mistureba generalizada de todas as coisas – PARTE 3


—É exatamente disso que eu estou falando.

—Obrigado — disse Arthur, sentando—se novamente. — O quê?

—Engenharia reversa temporal.

Arthur colocou as mãos na cabeça e balançou—a lentamente de um lado para o outro.

—Existe alguma maneira humana — gemeu ele — de te impedir de me explicar o que é essa sei-lá-o-quê reversa temporal de merda?

—Não — respondeu Ford —, porque a sua filha está presa bem no meio dela e isso é sério, mortalmente sério.

Trovões soaram em meio à pausa.

—Está bem — disse Arthur. — Pode explicar.

—Eu me joguei da janela de um arranha-céu. Aquilo alegrou Arthur.

—Ah! — exclamou ele. — Por que você não faz isso de novo?

—Eu fiz.

—Humm — fez Arthur, desapontado. — Obviamente, não deu em nada.

—Da primeira vez, consegui me salvar graças a mais impressionante — e eu digo isso com toda a modéstia — e fantástica combinação de improviso, agilidade, contorcionismo e auto-sacrifício.

—E qual foi o auto-sacrifício?

—Eu me desfiz da metade de um par de sapatos muito queridos e, creio eu, insubstituíveis.

—E por que isso foi um auto-sacrifício?

—Por que eram meus! — respondeu Ford, amuado.

—Acho que temos valores muito diferentes.

—Sim, os meus são melhores.

—Melhores de acordo com a sua… ah, deixa pra lá. Então, tendo conseguido se salvar de maneira muito engenhosa da primeira vez, você usou de toda a sua sensatez e pulou novamente. Por favor não me diga o porquê. Só me conte o que aconteceu, se necessário.

—Caí direto na cabine aberta de um carro a jato que estava passando, cujo piloto havia acabado de apertar acidentalmente o botão de ejetar, quando, na verdade, queria apenas trocar de música no rádio. Ora, nem mesmo eu conseguiria pensar que isso foi uma grande sacação minha. Continue lendo “Derradeiro IF! Mistureba generalizada de todas as coisas – PARTE 3”

Explicando a engenharia reversa

Continuando com a série Douglas Adams explica: magia.

O novo guia introduz o conceito de Engenharia Reversa, puxando um pouco a sardinha pro lado dele:

[…]

O pássaro- Guia não respondeu de imediato. Abriu as asas e, com uma graça sem esforço, ergueu-se no ar e voou para a chuva, que estava enfraquecendo novamente.

Planou em êxtase sobre o céu noturno; luzes piscaram à sua volta e dimensões trepidavam com sua passagem. Mergulhou, girou, subiu novamente, tornou a girar e, finalmente, aquietou—se bem próximo do rosto de Random, batendo as asas lenta e silenciosamente. Continuou a falar com ela.

—Seu universo é vasto para você. Vasto em tempo, vasto em espaço. Isso se deve aos filtros através dos quais você o percebe. Mas eu Continue lendo “Explicando a engenharia reversa”

Ensaio- O que é Magia do Caos – Definindo CAOS

Introdução

fractalChaos, de acordo com o “Dicionario Inglês de Oxford” Significa:

  1. Um imenso vazio, brecha ou abismo.
  2. Uma “forma amorfa vazia” de matéria primordial, o grande profundo ou abismo dos quais o cosmos ou a ordem do universo evoluiu.

Ali estão um amontoado de definições adicionais, mas irrelevantes para essa discussão.

Quando chaos é usado em magick, ali não há lugar para com- fusão ou desordem.

Chaos é o principio criativo por traz de toda a magick. Quando um ritual mágico é executado, independente da “tradição” ou outras variáveis nos elementos da execução, energia é criada com o intuito de fazer algo acontecer. Em seu livro, ‘Sorcery as Virtual Mechanics’, Stephen Mace cita um precedente cientifico para este princípio criativo.

Eu cito:

“Para manter simples, vamos limitar nosso exemplo a somente 2 elétrons, os pontos transportadores de carga negativa. Vamos dizer que são um parte do vento solar–particulas beta, por assim dizer–transmitido a partir do sol numa velocidade de milhares de milhas por segundo. Dizer que esses 2 chegam perto o suficiente ao ponto de fazer suas cargas negativas interagirem entre si, levando-as a repelir uma a outra. Como eles podem realizar essa alteração dinâmica?”

“Segundo a eletrodinamica quântica, eles fazem trocando um photon “virtual”.
Um eletron gera-o, o outro absorve-o, e assim eles repelem-se mutuamente. O photon é “virtual” porque não pode ser visto por um observador externo, sendo totalmente contido na interação. Mas é real o suficiente, e a emissão e absorção de photons virtuais é como a interação eletromagnética funciona.”

“A questão que é relevante para nosso propósito aqui é da onde o photon aparece. Ele não sai de um eletron e aparece no outro, como um pedregulho atirado de uma pedra para outra. Os próprios elétrons são inalterados, exceto no momento da troca. Em vez disso o photon é criado no nada pela tensão da interação. De acordo com a teoria corrente, quando 2 eletróns chegam próximos um do outro suas formas de ondas interagem, ou cancelando um ou reforçando ambas, Formas de onda estão intimamente ligadas a características como a carga elétrica, e nós poderíamos esperar que a carga dos dois elétrons mudassem. Mas a carga dos elétrons não varia; é sempre 1.602 x (-19) coulombs. Entretanto os photons virtuais simplesmente aparecerem do vácuo e agem para reajustar o sistema. O stress gera-os e por sua criação o stress é resolvido”.

Austin Spare entendeu este princípio em relação a fenomenos magickos muito antes dos cientistas descobrirem photons ou iniciar experimentos na área da ciência do chaos. Continue lendo “Ensaio- O que é Magia do Caos – Definindo CAOS”

Endereço novo

Saudações pessoal! [UPDATE]
Graças as  Ilhas Cocos, assim como o Lulalol estamos com um Domínio novo:

Agora é oficial

www.divagacoes.org

é oficial – grande coisa – agora nao terei mais dores de cabeça com nome do blog e emails novos lol
mas para ser transitório o nome antigo ainda está linkando para cá =]

outra novidade são as colunas do Imago, espero que curtam sua didática e acompanhem suas experiências.

e por fim, estou implantando uma glândula pineal no blog, seu feedback é muito importante!

Ciência do Caos

Parte 5 da serie “o que é Chaos” mostrando como ele é aplicado na ciência.

xaoc

Quinta parte da nossa série “WTF-O que é Chaos”:

A Ciência do caos moderna iniciou na década de 60 quando um punhado de cientistas mente aberta que tinham em vista um padrão perceberam que equações matemáticas simples alimentadas em um computador poderia modelar padrões onde cada bit é tão irregular e “chaotico” quanto uma cachoeira. Eles foram capazes de aplicá-los para os padrões meteorológicos, costas, todos os tipos de fenômenos naturais. Equações singulares resultariam em imagens semelhantes a tipos específicos de folhas, as possibilidades são incríveis. Centros e institutos foram fundados a especializar-se em ” dinâmica não-linear ” e “sistemas complexos”. Fenômenos naturais, como a Grande Mancha Vermelha de Júpiter , agora podiam ser entendidos. Os termos comuns que a maioria das pessoas já ouviu falar até agora: atratores estranhos, fractais, etc., estão relacionados ao estudo da turbulência na natureza. Não há espaço para ir em torno destes temas em profundidade aqui, e eu recomendo que aqueles que estão interessados neste assunto ler “Chaos: making a new science“de James Gleick e “Turbulent Mirror” por John Briggs & F. David Peat.

O que estamos aqui preocupados é como isto se relaciona com magia. Continue lendo “Ciência do Caos”