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duende@divagacoes.org

Oráculos: Um futuro não é o seu Destino. Pt. 1

Saudações Spokianas  _\\//

Faz tempo que não posto nada por aqui, e nem posso dizer que foi falta de tempo rs,… tempo me sobrou mas a oportunidade – e a conexão com a internet – já não me era uma comodidade neste último mês. Mas não se preocupem aqui estou para acabar com seus problemas. (hum.. acho que não é bem essa a proposta.. mas enfim, estou aqui. 🙂 ).

O Tema desta noite-tarde-manhã é um assunto que eu particularmente gosto muito, e me sinto ainda um pouco mais inspirado depois de ler a saga de Lúcifer Estrela-Da-Manhã  (Merchan: aconselho a todos procurarem por este título da Vertigo, a história começa pouco depois dos acontecimentos de Sandman estação das brumas): Futuro, Destino, Predeterminações e claro, Oráculos.

Em posts passados – acho que principalmente em “A Estrela” – abordei um pouco a questão do destino, mas coloquemos agora sob a luz de um oráculo, afinal talvez você ja tenha se perguntado como eles funcionam? Bem minha proposta de explicação e entendimento – que pode ser diferente da dos demais, e caso seja, sintam-se se livre para comentar e dividir suas idéias na seção de comentários – é como sempre simplificada: Todo oráculo – incluído aí tarot, runas, entidades – parte da capacidade de analisar linhas de probabilidade de maior propensão a realização.

Minha sugestão parte de um princípio: Não existe destino, no sentindo que, ao menos teoricamente, não existe nenhum futuro certo e determinado que não possa ser mudado, não existe um plano maior desconhecido no qual você deve sair de X e chegar Y, você não nasceu PARA isso ou aquilo, pois você PODE tudo. Dessa forma, somos nós que traçamos nosso próprio destino – tá certo que com um pouquinho menos de liberdade afinal mtas escolhas são feitas por nós, mas ainda assim o potencial deveria ser ilimitado – e objetivos. Cada um deve saber onde quer chegar e mais importante, como chegar.

Como então funcionam os oráculos? ao meu ver eles não são guias para o destino, mas na verdade ferramentas de análise de ações. Quando consultamos um oráculo, a resposta que nós temos não é também sobre o inevitável, o próprio ato de consultá-lo já coloca o consulente em posição de tomar decisões que alterem – para melhor ou pior – a situação em que está vivendo.

Sob essa óptica, portanto, pode-se entender um oráculo como a ferramenta que mostra aquilo que é mais provável que aconteça desde que você não mude o status quo.  Imaginemo-nos no volante de um carro em uma rua indo a 30km/h em movimento retilínio uniforme. A sua frente uma doce velhinha começa atravessar a rua na faixa de pedestres. Fazendo os calculos de  V= Vo + AT e S= So + Vt, uma pessoa que está sentada na calçada percebe que o seu carro atropelará a velhinha se continuar assim.

Pois bem: Pessoa feliz no Volante = você, sua vida, suas escolhas

Velhinha de bengala na faixa de pedestres = Um destino.

Pessoa sentada na calçada que chega a conclusão que se continuar como está você atropelará a doce velhinha = Oráculo

Porém, ciente dos acontecimentos – ou avisado – pelo seu oráculo você ainda tem escolhas. Você pode querer atropelar a velhinha e seguir com a linha de maior probabilidade. Voce pode ter ouvido o grito da pessoa na calçada puxado o freio de maio dando um cavalo de pau, virado o carro dando PT nele. Você pode brecar suavemente, você pode até fazer que nem a Angelina Jolie no filme Procurado (Wanted) e tentar encaçapar a velhinha no banco de passageiro que nem ela fez com o carinha. Pode dar uma marcha ré, acelerar muito mais, partir pra cima da calçada. Enfim, são inumeras as possibilidades. Claro que você também poderia ter tido um surto e parado o carro antes de atropelar a doce velhinha, mas convenhamos no nosso M.R.U era mais provável que você só passasse por cima dela.

Existem, é verdade, algumas exceções importantes – como eu disse nem tudo é tão livre quanto estou querendo fazer parecer, mas talvez seja minha vontade em querer ter mais liberdade que me faça por assim – existem alguns eventos talvez como nódulos que juntam muitas linhas diferentes de probabilidade, sendo dificil que algo não aconteça – ou mesmo díficil de mudar – nossas próprias escolhas criam muitos desses nódulos de probabilidade – por diversas vezes diminuímos nosso campo, mas por outras aumentamos as possibilidades vertiginosamente, mesmo com pequenas decisões – mas acredito que principalmente a Vontade para mudar já é capaz de levar a ocorrências diferentes. (Sim eu certamente acredito no esforço dirigido, so não presumo que ele sempre leve onde queremos ir ).

Bom esta é a parte I de um post sobre oráculos, a parte II que devo colocar na semana que vem vou ser um pouco mais específico em relação a consultas e a capacidade oracular de pessoas e entidades, esse foi mais no espiríto Discovery Channel: How is it Done? hahha

Avalon !

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