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	<title>Divagações &#187; tao</title>
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	<description>E outros pensamentos</description>
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		<title>Apenas feche a boca</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 12:18:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[tao]]></category>
		<category><![CDATA[cale]]></category>
		<category><![CDATA[meditação. feche a boca]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;A boca é realmente muito, muito significativa, porque é onde a primeira actividade começou: seus lábios começaram a primeira actividade. Ao redor da área da boca está o princípio de toda actividade: você respirou, você chorou, você abocanhou os seios da mãe. E sua boca permanece sempre em plena actividade. Sempre que você se acomoda [...]
Este é um post pioneiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1024" title="MEDITANDO" src="http://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2011/02/MEDITANDO.jpg" alt="" width="461" height="346" /></p>
<p><span>&#8220;A boca é realmente muito, muito significativa, porque é onde a  primeira actividade começou: seus lábios começaram a primeira  actividade. Ao redor da área da boca está o princípio de toda  actividade: você respirou, você chorou, você abocanhou os seios da mãe. E  sua boca permanece sempre em plena actividade.</span></p>
<p>Sempre que você se acomoda para meditar, sempre que quiser ficar em  silêncio, a primeira coisa é fechar a boca completamente. Se você fechar  completamente a boca, a sua língua irá tocar o céu da sua boca; ambos  os lábios estarão completamente fechados e a língua tocará o céu da  boca. Feche-a totalmente; mas isso só pode ser feito se tiver seguido  tudo que lhe tenho dito, não antes disso.</p>
<p>Você pode fazer isso; fechar a boca não é um esforço muito grande. Pode  sentar-se como uma estátua, com a boca completamente fechada, mas isso  não irá cessar a actividade. Bem lá dentro o pensar irá continuar e se o  pensar continuar você pode sentir vibrações subtis nos lábios.</p>
<p>Outras pessoas podem não ser capazes de perceber isso porque elas são  muito subtis, mas se você estiver pensando seus lábios tremem um pouco;  um tremor muito subtil.</p>
<p>Quando realmente relaxa, esse tremor cessa. Você não está falando, você  não está realizando qualquer actividade dentro de si. E assim, não  pense.</p>
<p>O que irá fazer? &#8211; pensamentos estão indo e vindo. Deixe-os vir e ir;  esse não é o problema. Você não se envolve; você permanece separado, à  parte. Ssimplesmente os observa vindo e indo; eles não são seu problema.  Feche a boca e permaneça em silêncio. Pouco a pouco, os pensamentos  cessarão automaticamente.<span id="more-1022"></span></p>
<p>Eles precisam da sua cooperação para estar lá. Se você cooperar, eles  estarão lá; se você luta, assim também eles estarão presentes; porque  ambas são cooperações: uma a favor, outra contra. Ambas são tipos de  actividade. Simplesmente observe.</p>
<p>Mas fechar a boca ajuda muito. Então primeiro, como tenho observado  muitas pessoas, vou lhe sugerir primeiro escancarar. Abra a sua boca tão  escancaradamente quanto possível, deixe a sua boca tão tensa quanto  possível e escancare-a totalmente; até começar a doer. Faça isso duas ou  três vezes. Isso ajudará a boca a ficar fechada por um tempo mais  longo.</p>
<p>E então por dois ou três minutos, diga gibberish, bobagens, em voz alta.  Qualquer coisa que ocorra à mente, diga-o em alta voz e desfrute disso.  Então cale a boca.</p>
<p>É mais fácil mover-se a partir do lado oposto. Se você quer relaxar a  sua mão, é melhor primeiro torná-la tão tensa quanto possível. Aperte o  punho e deixe-o ficar tão tenso quanto possível. Faça exatamente o  oposto e então relaxe; e assim alcançará um relaxamento mais profundo do  sistema nervoso.</p>
<p>Faça gestos, caretas, movimentos da face e distorções. Escancare a boca,  diga bobagens por dois ou três minutos e então cale a boca.</p>
<p>Essa tensão lhe dará uma possibilidade mais profunda para relaxar os  lábios e a boca. Feche a boca e seja apenas um observador. Logo um  silêncio descerá sobre si.</p>
<p>Seja passivo; assim como você senta ao lado de um rio e o rio passa e  simplesmente observa. Não há nenhuma ansiedade, nenhuma urgência,  nenhuma emergência. Ninguém o está forçando. Mesmo se você perde, nada  está perdido.</p>
<p>Você simplesmente observa, você apenas olha. Até mesmo a palavra observar não é boa, porque a própria palavra  observar dá um sentido de estar ativo. Você simplesmente olha, não tendo  que fazer nada. Você simplesmente senta à beira do rio, você olha, e o  rio passa. Ou, você olha passivamente para o céu e as nuvens flutuam.</p>
<p>Essa passividade é essencial. Isso precisa ser compreendido devido a que  a sua obsessão pela actividade pode se tornar avidez, pode se  transformar numa espera activa. Assim você perde todo o ponto; dessa  forma, a actividade entrou novamente pela porta dos fundos. Seja um  observador passivo.</p>
<p>Essa passividade irá automaticamente esvaziar a sua mente. As ondas de  actividade, as ondas de energia da mente, pouco a pouco cederão, e toda a  superfície da sua consciência ficará sem ondas, sem qualquer ondulação.  Ela se torna como um espelho silencioso&#8221;.</p>
<p><em>por Osho, Extraído de &#8220;Tantra: The Supreme Understanding&#8221;<br />
fonte: <a href="http://www.universodeluz.net/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=1080">Universo de luz</a></em></p>
<p>Este é um post pioneiro.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O pistoleiro e o homem de preto</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 17:07:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[realidade]]></category>
		<category><![CDATA[tao]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen king]]></category>

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		<description><![CDATA[— Agora me escute, Roland, filho de Steven. Vai me ouvir? — Vou. E então o homem de preto começou a falar. O universo (disse ele) é o Grande Todo e oferece um paradoxo grande demais para ser apreendido pela mente finita. Assim como o cérebro vivo não pode conceber um cérebro não-vivo — embora [...]
Este é um post pioneiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>— Agora me escute, Roland, filho de Steven. Vai me ouvir?<br />
— Vou.<br />
E então o homem de preto começou a falar.</p>
<p>O universo (disse ele) é o Grande Todo e oferece um paradoxo grande demais para ser apreendido pela mente finita. Assim como o cérebro vivo não pode conceber um cérebro não-vivo — embora possa achar que pode —, a mente finita não pode apreender o infinito.<br />
O feto prosaico da existência do universo já desacredita, por si mesmo, o pragmático e o romântico. Houve uma época, cem gerações antes de o mundo seguir adiante, em que a humanidade atingira perícia científica e técnica suficiente para tirar algumas lascas do grande pilar de pedra da realidade. Mesmo assim, a falsa luz da ciência (o conhecimento, se você preferir) só brilhou em alguns países desenvolvidos. Nesse respeito, uma companhia (ou conluio mafioso) abria o caminho: a North Central Positronics, como ela se autodenominava. Contudo, apesar de um tremendo incremento de novos conhecimentos, as novas percepções foram notavelmente reduzidas.<br />
— Pistoleiro, nossos muitas vezes tetravôs venceram a-doença-que-rói, que chamavam de câncer, quase venceram o envelhecimento, andaram na Lua&#8230;<br />
— Não acredito — disse secamente o pistoleiro, O homem de preto apenas sorriu e respondeu:<br />
— Não precisa acreditar. Mas aconteceu, li foram feitos ou descobertos dezenas de engenhos incríveis. Mas a riqueza de informação produzia pouco ou nenhum discernimento. Não se escreveram grandes odes sobre as maravilhas da inseminação artificial&#8230; ter bebes a partir do esperma congelado&#8230; ou sobre os carros que andavam graças à força que tiravam do sol. Pouca gente, se é que alguém o fez, parece ter compreendido o mais autêntico princípio da realidade: novo conhecimento conduz sempre a mistérios ainda mais espantosos. Maior conhecimento fisiológico do cérebro torna a existência da alma menos possível, ainda que mais provável pela própria natureza da pesquisa. Está entendendo? Claro que não. Você atingiu os limites de sua capacidade de compreender. Mas não faz mal&#8230; não é isso que nos interessa.<br />
— O que é, então, que nos interessa?<span id="more-750"></span><br />
— O maior mistério que o universo propõe não é a vida, mas o tamanho. O tamanho contém a vida e a Torre contém o tamanho. A criança, que em geral está familiarizada com o espanto, diz: papai, o que existe em cima do céu? E o pai diz: a escuridão do espaço. A criança: o que existe depois do espaço? O pai: a galáxia. A criança: depois da galáxia? O pai: outra galáxia. A criança: depois das outras galáxias? O pai: ninguém sabe. &#8220;Está entendendo? O tamanho nos derrota. Para o peixe, o lago onde ele vive é o universo. O que pensa o peixe quando é puxado pela boca por um gancho prateado, nos limites da existência, e penetra num novo universo onde o ar afoga e a luminosidade é uma loucura azulada? Onde enormes bípedes sem guelras o amontoam para morrer numa caixa sufocante, forrada de vegetação úmida?<br />
&#8220;Ou se pode pegar a ponta de um lápis e ampliá-la. Vamos chegar a um ponto onde uma atordoante compreensão cai sobre nós: a ponta do lápis não é sólida; é composta de átomos que giram e rodopiam como um trilhão de diabólicos planetas. O que nos parece sólido é apenas uma rede de coisas soltas, mantidas juntas pela gravidade. Vistas na sua real dimensão, as distâncias entre esses átomos podem se tornar quilômetros, abismos, eternidades. Os próprios átomos são compostos de núcleos com prótons e elétrons girando em torno deles. Podemos descer ainda mais até as partículas subatômicas. E depois para o quê? Para os táquions? Para nada? Claro que não. Tudo no universo rejeita o nada; sugerir um término é o único absurdo que existe.<br />
&#8220;Se você recuasse para o limite do universo, será que encontraria uma cerca de madeira e tabuletas dizendo SEM SAÍDA? Não. Talvez você encontrasse algo duro e arredondado, como o pintinho deve ver o ovo do seu interior, E se você atravessasse a casca beliscando (ou encontrasse uma porta), não poderia jorrar, nesses confins do espaço, uma incrível luz torrencial através da abertura? Você não poderia olhar por ali e descobrir que todo o nosso universo é apenas parte de um átomo numa camada de relva? Não poderia ser levado a pensar que, ao queimar um graveto, você está incinerando uma eternidade de eternidades? Que a existência não avança para um infinito mas para uma infinidade deles?<br />
&#8220;Talvez você tenha visto o lugar que nosso universo ocupa no esquema das coisas — não mais que um átomo numa camada de relva. Será possível que tudo que percebemos, do vírus microscópico à distante nebulosa Cabeça de Cavalo, esteja contido numa camada de relva que pode ter existido por uma única estação num outro fluxo de tempo? E se a camada fosse cortada por uma foice? Quando ela começasse a morrer, a podridão não escorreria para nosso próprio universo e nossas próprias vidas, deixando tudo amarelado, escuro e ressecado? Talvez isso já tenha começado a acontecer. Dizemos que o mundo seguiu adiante; talvez estejamos realmente querendo dizer que ele começou a secar.<br />
&#8220;Pense em como essa ideia das coisas nos torna pequenos, pistoleiro! Se um Deus vela sobre tudo, acha realmente que Ele vai se preocupar em distribuir justiça a uma raça de mosquitos entre uma infinidade de raças de mosquitos? Será que Seu olho vê o pardal cair quando o pardal é menos que um pontinho de hidrogénio flutuando solto nas profundezas do espaço? E se Ele realmente vê&#8230; qual deve ser a natureza de um tal Deus? Onde Ele vive? Como é possível viver além do infinito?<br />
&#8220;Imagine a areia do deserto de Mohaine, que você cruzou para me encontrar, e imagine um trilhão de universos — não mundos, mas universos— encerrados em cada grão daquele deserto; e dentro de cada universo uma infinidade de outros. Nós nos elevamos sobre esses universos de uma suposta posição privilegiada na relva; com um movimento de sua bota, você pode chutar um bilhão de mundos, fazê-los voar para a escuridão, numa reação em cadeia que jamais terá fim.<br />
&#8220;Tamanho, pistoleiro&#8230; tamanho&#8230;<br />
&#8220;Mas continue a supor. Suponha que todos os mundos, todos os universos se reunam num único nexo, um mesmo portal, uma Torre. E que dentro dela haja uma escada, levando, talvez, à própria Divindade. Você teria coragem de subir até lá, pistoleiro? Não é possível que em algum lugar sobre toda essa infinita realidade exista<br />
uma Sala?..[...]</p>
<p>Fonte: O Pistoleiro &#8211; Série a Torre Negra &#8211; Livro1. Stephen King</p>
<p>Este é um post pioneiro.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Qual o significado?</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 03:24:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Magick]]></category>
		<category><![CDATA[tao]]></category>
		<category><![CDATA[fnord]]></category>
		<category><![CDATA[pragmatismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A muito tempo encontrei essa série quando estava no 2º colegial isso ainda existe? e recentemente de novo pela net, creio que quem escreveu que uma imagem vale mais que mil palavras deve ter desenhado pra dizer isso &#8230;. nunca pergunte o que é deus, ou o que é fazer magia,  ou como obter iluminação [...]
Este é um post pioneiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A muito tempo encontrei <a href="http://winstonsmith.free.fr/__/library/chih_chung/zq-1.html">essa série</a> quando estava no 2º colegial <span style="text-decoration: line-through">isso ainda existe?</span> e recentemente de novo pela net,<span style="text-decoration: line-through"> creio que quem escreveu que uma imagem vale mais que mil palavras deve ter desenhado pra dizer isso &#8230;.</span></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://winstonsmith.free.fr/__/library/chih_chung/zq-90.gif"><img class="aligncenter" src="http://winstonsmith.free.fr/__/library/chih_chung/zq-90.gif" alt="" width="426" height="607" /></a></p>
<p><span id="more-258"></span>nunca pergunte o que é deus, ou o que é fazer magia,  ou como obter iluminação ou whatever&#8230;. torne-se pragmático(a) e prove, experimente!</p>
<h1 style="text-align: center"><span style="color: #ff0000">!<span style="color: #00ccff">V</span><span style="color: #ff00ff">I</span><span style="color: #ffff00">V</span><span style="color: #000000">A</span>!</span></h1>
<p>Este é um post pioneiro.</p>]]></content:encoded>
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		<title>wu-wei</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Feb 2009 12:02:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[tao]]></category>
		<category><![CDATA[oriental]]></category>
		<category><![CDATA[teoria da magia]]></category>
		<category><![CDATA[wu wei]]></category>

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		<description><![CDATA[“O caminho(Tao) é uma constante não-ação Que nada deixa por realizar.” Capítulo 37 – Tao Te Ching Este verso do Capítulo 37, do Tao Te Ching, traz um dos conceitos fundamentais do Taoísmo: o conceito de Wu Wei não-ação. Este conceito pode ser confundido com não fazer nada, não agir. O que o Taoísmo chama [...]
Este é um post pioneiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>“O caminho(Tao) é uma constante não-ação<br />
Que nada deixa por realizar.” Capítulo 37 – Tao Te Ching</p></blockquote>
<p><a href="http://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2009/02/hotu.png"><img class="size-full wp-image-221 alignleft" src="http://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2009/02/hotu.png" alt="hotu" width="221" height="214" /></a></p>
<p>Este verso do Capítulo 37, do Tao Te Ching, traz um dos conceitos fundamentais do Taoísmo: o conceito de Wu Wei não-ação. Este conceito pode ser confundido com não fazer nada, não agir. O que o Taoísmo chama de não-ação é, na verdade, uma ação sem intenção, uma ação não intencional.  É uma ação que não pressupõem intenção, mas, nem por isso, não representa o não agir. Ou seja, não-ação significa realizar as coisas com naturalidade, sem engenhosidade, sem excesso de predeterminação, sem especulação.</p>
<p>É não deixar de fazer as coisas porque se está premeditando ou intencionalmente evitando fazê-las.  Não-ação é fazer as coisas com o coração transparente e quieto. Assim, sem preconceitos, naturalmente tudo será feito. No caminho de nossa vida, é natural comer no momento de comer, dormir no momento de dormir, trabalhar no momento de trabalhar, descansar no momento de descansar essa é a ação da não-ação.</p>
<p><span id="more-220"></span></p>
<p>Ação é fazer. Não-ação é não ter a intenção de fazer. É fazer sem intenção de fazer e não deixar de fazer(<em> &#8220;É me desorganizando que vou me organizar&#8221;</em>). Isso também é chamado o Caminho da Naturalidade. O Caminho da Naturalidade não deve ser confundido com a não-ação, com a renuncia da ação. A não-ação não é desmazelo nem preguiça ou irresponsabilidade.</p>
<p>Devemos trabalhar com o silêncio interior. Assim, é importante a prática da meditação cotidiana: todos os dias devemos nos colocar numa posição de quietude absoluta, entrar no silêncio. Como nossa mente é muito ativa e nossas emoções muito barulhentas, existem técnicas para entrar no silêncio e anular o excesso de atividades. O propósito de entrar no silêncio é recuperar a quietude interior. Essa quietude interior é a não-ação que permite que as coisas aconteçam naturalmente, no momento adequado.</p>
<p>Na verdade, só podemos saber realmente o que deve ser feito se não ficarmos a todo momento pensando no que deve ser feito. É através do não pensar que alcançamos a consciência do que deve ser feito. Isso é não-ação, que permite o surgimento da ação natural.</p>
<p>Através da quietude, atinge-se a consciência.</p>
<p>Qual é a diferença entre mente e consciência? A consciência é uma mente sem pensamentos. E a mente é uma consciência com pensamentos. Quando a consciência não pára de pensar, atuando como pensamento, ela se torna mente. E a mente é aquele elemento que nos confunde em nossa vida cotidiana. Sempre existe uma palavra para contradizer outra palavra. O eu se desdobra em infinitos “eus” , como se fossem espelhos infinitos, criando infindáveis diálogos interiores.</p>
<p>A pessoa calma é aquela com menos diálogos interiores, com menos “eus” falando. A super atividade dos eus traz a insônia, a agitação extrema, a ansiedade.</p>
<p>Na meditação, a mente fica subordinada à consciência. A consciência, tendo poder sobre a mente, pode utilizá-la como um veículo de expressão e desobrigá-la, após o seu uso. Assim, a meditação é um treinamento diário que nos permite recuperar o silêncio interior.</p>
<p>O silêncio interior é o que <a href="http://www.deldebbio.com.br/index.php/2008/07/14/grandes-iniciados-lao-tse/">Lao Zi</a> chama de não-ação. O Tao é uma constante não-ação. A natureza essencial do Tao é o silêncio constante, uma quietude constante, um Vazio constante que permite a realização de todas expressões dentro dele. Assim como um grande espaço que permite todas as coisas existirem; como um grande silêncio que permite todas as palavras, todas as vozes, todas as expressões ocorrerem simultaneamente.</p>
<p>Por isso, Lao Zi diz: “O Caminho é uma constante não-ação que nada deixa por realizar”.</p>
<p>Se assim é o Tao, e nós podemos alcançá-lo se podemos encontrar esse Caminho do Vazio, do silêncio -, então, não há nada que não possamos fazer, ou seja, tudo podemos realizar, fazer.</p>
<p>Por isso, um grande mestre espiritual, quando alcança a sua realização no Tao, passa a ser polivalente. Se quiser, pode fazer poesia, pintura, tocar piano, escrever, <span style="text-decoration: line-through">praticar tantrismo, lançar um sigilo</span>, o que quiser. Por quê? Porque quem tem o Vazio tem fluindo dentro de si todos os recursos do mundo e pode usá-los simplesmente como ferramentas.</p>
<p>A natureza primordial do Grande Caminho é a não-ação, é o próprio Vazio. Esse Vazio é a eternidade, o Absoluto, &#8211;o estado Neither, Neither(nem isso, nem aquilo) que Spare comenta em seus textos&#8211;. E dentro do Absoluto cabem todas as expressões e todas as manifestações.</p>
<p>Assim, quando uma pessoa consegue encontrar essa ausência da forma, na própria ausência da forma, todas as formas são permitidas de serem realizadas.</p>
<p>E como poderia o homem construir um mundo melhor? Através da não-ação.</p>
<p>Quanto menos o homem pensa, quanto menos engenhosidade ele tem, quanto menos egoísta o homem é, quanto menos convulsões emocionais e mentais ele sofre, quanto maior a quietude do homem, melhor o mundo se torna. Na verdade, assim o homem nada faz e o mundo fica perfeito.Quanto menos coisas erradas o homem faz, maior sua contribuição para o equilíbrio e a harmonia do planeta.</p>
<p>O tempo é infinito, não existe princípio nem fim <span style="text-decoration: line-through">porém quando ele existe tem sempre uma <a href="http://cabaladada.wordpress.com/2009/01/04/fotamecus-completo/">ferramenta</a> para burlar.. hehe</span>. O que existe é a transformação natural das coisas. E essa transformação depende do homem, de seu coração em equilíbrio e harmonia. A transformação, assim, pode ser suave, sem rupturas e o homem fluirá naturalmente com a transformação em direção ao Tao &#8211;  já dizia <span style="text-decoration: line-through">Confucio</span> Buzz Lightyear: &#8220;Ao infinito e Além!&#8221;.</p>
<p>Wu Jyh Cherng<br />
Sacerdote Taoísta<br />
Presidente da Sociedade Taoísta do Brasil</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.taoismo.org.br/stb/modules/dokuwiki/doku.php?id=o_tao_do_taoismo#jornal_tao_do_taoismo_-_n.16">Jornal do Taoismo nº 16<br />
</a></p>
<p>Este é um post pioneiro.</p>]]></content:encoded>
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