tao

O pistoleiro e o homem de preto

— Agora me escute, Roland, filho de Steven. Vai me ouvir?
— Vou.
E então o homem de preto começou a falar.

O universo (disse ele) é o Grande Todo e oferece um paradoxo grande demais para ser apreendido pela mente finita. Assim como o cérebro vivo não pode conceber um cérebro não-vivo — embora possa achar que pode —, a mente finita não pode apreender o infinito.
O feto prosaico da existência do universo já desacredita, por si mesmo, o pragmático e o romântico. Houve uma época, cem gerações antes de o mundo seguir adiante, em que a humanidade atingira perícia científica e técnica suficiente para tirar algumas lascas do grande pilar de pedra da realidade. Mesmo assim, a falsa luz da ciência (o conhecimento, se você preferir) só brilhou em alguns países desenvolvidos. Nesse respeito, uma companhia (ou conluio mafioso) abria o caminho: a North Central Positronics, como ela se autodenominava. Contudo, apesar de um tremendo incremento de novos conhecimentos, as novas percepções foram notavelmente reduzidas.
— Pistoleiro, nossos muitas vezes tetravôs venceram a-doença-que-rói, que chamavam de câncer, quase venceram o envelhecimento, andaram na Lua…
— Não acredito — disse secamente o pistoleiro, O homem de preto apenas sorriu e respondeu:
— Não precisa acreditar. Mas aconteceu, li foram feitos ou descobertos dezenas de engenhos incríveis. Mas a riqueza de informação produzia pouco ou nenhum discernimento. Não se escreveram grandes odes sobre as maravilhas da inseminação artificial… ter bebes a partir do esperma congelado… ou sobre os carros que andavam graças à força que tiravam do sol. Pouca gente, se é que alguém o fez, parece ter compreendido o mais autêntico princípio da realidade: novo conhecimento conduz sempre a mistérios ainda mais espantosos. Maior conhecimento fisiológico do cérebro torna a existência da alma menos possível, ainda que mais provável pela própria natureza da pesquisa. Está entendendo? Claro que não. Você atingiu os limites de sua capacidade de compreender. Mas não faz mal… não é isso que nos interessa.
— O que é, então, que nos interessa? Mais >

Qual o significado?

A muito tempo encontrei essa série quando estava no 2º colegial isso ainda existe? e recentemente de novo pela net, creio que quem escreveu que uma imagem vale mais que mil palavras deve ter desenhado pra dizer isso ….

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wu-wei

“O caminho(Tao) é uma constante não-ação
Que nada deixa por realizar.” Capítulo 37 – Tao Te Ching

hotu

Este verso do Capítulo 37, do Tao Te Ching, traz um dos conceitos fundamentais do Taoísmo: o conceito de Wu Wei não-ação. Este conceito pode ser confundido com não fazer nada, não agir. O que o Taoísmo chama de não-ação é, na verdade, uma ação sem intenção, uma ação não intencional. É uma ação que não pressupõem intenção, mas, nem por isso, não representa o não agir. Ou seja, não-ação significa realizar as coisas com naturalidade, sem engenhosidade, sem excesso de predeterminação, sem especulação.

É não deixar de fazer as coisas porque se está premeditando ou intencionalmente evitando fazê-las. Não-ação é fazer as coisas com o coração transparente e quieto. Assim, sem preconceitos, naturalmente tudo será feito. No caminho de nossa vida, é natural comer no momento de comer, dormir no momento de dormir, trabalhar no momento de trabalhar, descansar no momento de descansar essa é a ação da não-ação.

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