Deuses
Crônicas de Nárnia, a explicação de Aslan
Éris:45/P-M/3175 YOLD Gregório:03/12/09
– Ó reais guerreiros, e também vós, gentis senhoras, cuja beleza ilumina o universo! – começou o calormano. – Sabei que sou Emeth, o sétimo filho de Harpha Tarcaã, da cidade de Tashbaan, situada no Ocidente, além do deserto. Cheguei a Nárnia recentemente, junto com nove e mais outros vinte calormanos, comandados por Rishda Tarcaã. Assim que soube que deveríamos marchar contra Nárnia, enchi-me de regozijo, pois já ouvira falar muitas coisas sobre a vossa terra e grande era o meu desejo de encontrar-vos em batalha. Mas quando descobri que deveríamos ir disfarçados de mercadores (o que é um vergonhoso traje para um guerreiro e filho de tarcaã) e agir usando mentiras e artifícios, então todo o gozo me abandonou. O pior foi quando descobri que estaríamos a serviço de um macaco. E quando começaram a dizer que Tash e Aslam eram um só, então o mundo se escureceu aos meus olhos, pois desde criança eu servira a Tash, e meu grande desejo era saber mais sobre ele, se possível encontrá-lo face a face. O nome de Aslam, porém, era detestável aos meus ouvidos.
– Então, como vistes, noite após noite éramos todos convocados a reunir-nos do lado de fora daquela cabana de palha, e acendia-se a fogueira, e o macaco tirava da cabana uma coisa de quatro pernas que eu nunca conseguia ver direito. Aí todos, inclusive os animais, inclinavam-se e prestavam homenagem àquilo. Eu, porém, pensava: “O tarcaã está sendo ludibriado pelo macaco, pois aquela coisa que sai do estábulo não é Tash nem deus algum.” Mas quando, certa vez, olhei para o rosto do tarcaã, prestando atenção a cada palavra que ele dizia ao macaco, mudei de idéia, pois percebi claramente que nem ele próprio acreditava em tudo aquilo. Foi então que compreendi que ele não acreditava em Tash, pois, do contrário, como ousaria escarnecer dele? Mais >
Isaac Asimov – A Última Pergunta
Éris:32/P-M/3175 YOLD Gregório:20/11/09
A última pergunta foi feita pela primeira vez, meio que de brincadeira, no dia 21 de maio de 2061, quando a humanidade dava seus primeiros passos em direção à luz. A questão nasceu como resultado de uma aposta de cinco dólares movida a álcool, e aconteceu da seguinte forma…
Alexander Adell e Bertram Lupov eram dois dos fiéis assistentes de Multivac. Eles conheciam melhor do que qualquer outro ser humano o que se passava por trás das milhas e milhas da carcaça luminosa, fria e ruidosa daquele gigantesco computador. Ainda assim, os dois homens tinham apenas uma vaga noção do plano geral de circuitos que há muito haviam crescido além do ponto em que um humano solitário poderia sequer tentar entender.
Multivac ajustava-se e corrigia-se sozinho. E assim tinha de ser, pois nenhum ser humano poderia fazê-lo com velocidade suficiente, e tampouco da forma adequada. Deste modo, Adell e Lupov operavam o gigante apenas sutil e superficialmente, mas, ainda assim, tão bem quanto era humanamente possível. Eles o alimentavam com novos dados, ajustavam as perguntas de acordo com as necessidades do sistema e traduziam as respostas que lhes eram fornecidas. Os dois, assim como seus colegas, certamente tinham todo o direito de compartilhar da glória que era Multivac.
Por décadas, Multivac ajudou a projetar as naves e enredar as trajetórias que permitiram ao homem chegar à Lua, Marte e Vênus, mas para além destes planetas, os parcos recursos da Terra não foram capazes de sustentar a exploração. Fazia-se necessária uma quantidade de energia grande demais para as longas viagens. A Terra explorava suas reservas de carvão e urânio com eficiência crescente, mas havia um limite para a quantidade de ambos.
No entanto, lentamente Multivac acumulou conhecimento suficiente para responder questões mais profundas com maior fundamentação, e em 14 de maio de 2061, o que não passava de teoria tornou-se real.
A energia do sol foi capturada, convertida e utilizada diretamente em escala planetária. Toda a Terra paralisou suas usinas de carvão e fissões de urânio, girando a alavanca que conectou o planeta inteiro a uma pequena estação, de uma milha de diâmetro, orbitando a Terra à metade da distância da Lua. O mundo passou a correr através de feixes invisíveis de energia solar.
Sete dias não foram o suficiente para diminuir a glória do feito e Adell e Lupov finalmente conseguiram escapar das funções públicas e encontrar-se em segredo onde ninguém pensaria em procurá-los, nas câmaras desertas subterrâneas onde se encontravam as porções do esplendoroso corpo enterrado de Multivac. Subutilizado, descansando e processando informações com estalos preguiçosos, Multivac também havia recebido férias, e os dois apreciavam isso. A princípio, eles não tinham a intenção de incomodá-lo.
Haviam trazido uma garrafa consigo e a única preocupação de ambos era relaxar na companhia do outro e da bebida.
“É incrível quando você pára pra pensar…,” disse Adell. Seu rosto largo guardava as linhas da idade e ele agitava o seu drink vagarosamente, enquanto observava os cubos de gelo nadando desengonçados. “Toda a energia que for necessária, de graça, completamente de graça! Energia suficiente, se nós quiséssemos, para derreter toda a Terra em uma grande gota de ferro líquido, e ainda assim não sentiríamos falta da energia utilizada no processo. Toda a energia que nós poderíamos um dia precisar, para sempre e eternamente.”
Lupov movimentou a cabeça para os lados. Ele costumava fazer isso quando queria contrariar, e agora ele queria, em parte porque havia tido de carregar o gelo e os utensílios. “Eternamente não,” ele disse.
“Ah, diabos, quase eternamente. Até o sol se apagar, Bert.”
“Isso não é eternamente.” Mais >
Oráculos: 06-23-15-34-18-59. Pt. 2
Éris:23/P-M/3175 YOLD Gregório:11/11/09
Verde !
No post de hoje continuarei com algumas divagações a respeito da utilização de oráculos, conhecimento do futuro e etc.
Em nosso último encontro – ou quase isso – expliquei minha visão sobre o funcionamento de um oráculo, isto é a capacidade de analisar linhas de probabilidade como resultado de determinada ou determinadas ações.
Todas as pessoas possuem uma capacidade oracular inata: a própria capacidade de planejar e traçar objetivos não deixa de estar dentro dessa questão, apesar de que mesmo pequenos planos como atravessar a rua podem ter conseqüências estranhas…….
Walpurgis Night
Éris:11/P-M/3175 YOLD Gregório:30/10/09
Hails Unsaráim Gudam Ansjus jah Wanus!
Hails Haithnu Thiuda!
Hails Brothyro’s jah Swistar Visigoths!
Hails Vodan!
Hails Lista!
Hails Leitores!
Walpurgisnacht, ou Walpurgis Night, é um festival pagão que comemora o auto-sacrifício de Odin na Yggdrasil, onde ficou enforcado por nove dias e nove noites a fim de obter os segredos das runas e dos nove mundos. Foi na nona noite que ele morreu e ressuscitou, obtendo assim a sabedoria das runas e de todo o Cosmos. Dessa forma, essa noite é comemorada no hemisfério norte em 1 de Maio, e no hemisfério sul, levando-se em conta as correspondências entre as estações do ano, é comemorada entre 31 de outubro e 1 de novembro. É realizada no auge da primavera, anunciando a chegada do verão.
De acordo com a Tradição Nórdica, as runas contém todos os segredos do Universo. São vinte e quatro símbolos de poder que resumem todas as leis que regem os nove mundos. O Deus Odin, visando adquirir esse conhecimento, sacrificou-se na Árvore do Mundo, Yggdrasil. Depois de se ferir mortalmente com a sua própria lança, chamada de Gungnir, ele se enforcou na Árvore do Mundo, ficando pendurado na mesma durante nove dias e nove noites, sem comer e nem beber, agonizando à mercê do vento e do clima frio. Mais >
OM SRI GANESHAYA NAMAH
Éris:31/Bur/3175 YOLD Gregório:07/09/09

- Lord Ganesha
“Please do not offer my god a peanut.”-Apu
Lord Ganesha o Removedor de Obstaculos e Deus do Conhecimento
Ao olharmos a imagem de Ganesha, semideus hindu, devemos procurar compreender a simbologia que ele representa, ou seja, a evolução do homem no caminho da divindade. Os hindus foram os que mais desenvolveram a arte do simbolismo sem o qual as estórias se transformam em absurdos sem sentido.
Segundo o mito, Ganesha é filho de Shiva (representante na trindade divina da destruição e da regeneração) e foi gerado por Parvati (sua esposa) para que ele impedisse a entrada de qualquer um dentro de sua casa, sempre que Shiva se encontrasse em meditação no Himalaia. Como esses períodos de meditação duravam milênios, quando Shiva retornou, não foi reconhecido por Ganesha que não deixou que ele entrasse em casa. Mais >
Deus(es) ecsiste(m)???
Éris:62/Caos/3175 YOLD Gregório:03/03/09
-Sobre Deuses egregoras e godforms-
Este trecho do livro da Dion dionzinha para os intimos aheuhae descreve o que são os deuses, como se originam e o que nós temos a ver com isso tudo.
[...]
Note-se que o homem primitivo não atingiu o monoteísmo numa única pernada, mas imaginou múltiplas causas, a foram necessárias muitas gerações de cultura para reduzir a multiplicidade ao Um.
11. Isso nos leva à grande questão do que poderíamos chamar de Guardião do Tesouro da Ciência Oculta – figura tremenda que defronta todo aventureiro do invisível, unindo em si as funções da esfinge a dirigindo à alma uma pergunta de cuja resposta depende seu destino. Será ela condenada a errar nos reinos da ilusão? Voltará ela aos planos da forma ou ser-lhe-á permitido passar à luz? A questão é: “Acreditas nos deuses?“. Se responder “Sim”, a alma errará nos planos da ilusão, pois os deuses não sâo pessoas reais no sentido em que entendemós a personalidade. Se responder “Não”, será expulsa, pois os deuses não são ilusões. O que deverá ela responder? Mais >

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